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Transporte Coletivo de Curitiba: Leilão da Nova Concessão Será em 26 de Novembro

Transporte coletivo de Curitiba está prestes a entrar numa nova fase. Depois de meses de disputa na Justiça em torno da nova concessão, a Prefeitura confirmou as datas que vão decidir quem vai operar os ônibus da cidade pelos próximos 15 anos.

A entrega das propostas está marcada para 17 de novembro, e o leilão acontece no dia 26 de novembro, ambos na B3, em São Paulo. Quem usa o ônibus todo dia em Curitiba tem bons motivos para acompanhar de perto essa etapa final do processo.

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Transporte coletivo de Curitiba: como vai funcionar o leilão

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A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba divide o sistema em cinco lotes, sendo dois estruturais e três regionais, segundo reportagem do Bem Paraná.

O lote BRT1 reúne 24 linhas com atendimento predominante na região Sul da cidade, enquanto o BRT2 soma 17 linhas voltadas principalmente para as regiões Norte e Oeste. Os outros três lotes cobrem as demais áreas de Curitiba.

Ao todo, o investimento estimado chega a R$ 3,9 bilhões, com os contratos valendo por 15 anos. Desse montante, a maior parte vai direto para a renovação da frota, e uma fatia menor é destinada à recarga elétrica e a novas estações-tubo.

O novo modelo cria o chamado Sistema Integrado de Mobilidade, o SIM, que substitui os contratos atuais e segue dando continuidade à conhecida Rede Integrada de Transporte de Curitiba.

Antes de chegar a essa reta final, o processo passou por um roadshow online organizado pelo BNDES em setembro, reunindo mais de cem participantes interessados em entender melhor a modelagem da concessão.

Também houve espaço para reuniões individuais com o banco, de até 50 minutos cada, voltadas a esclarecer dúvidas específicas de cada grupo interessado em disputar os lotes.

Transporte coletivo de Curitiba: o que muda para quem usa o ônibus

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Uma das mudanças mais esperadas é a integração temporal irrestrita no cartão-transporte da Urbs. Na prática, isso significa poder trocar de ônibus dentro de um período determinado sem precisar passar por um terminal ou estação-tubo e sem pagar uma nova tarifa.

A frota também vai ganhar reforço elétrico: são 250 ônibus elétricos previstos até 2031, sendo 90 já logo no início da operação das novas concessões. A ideia é que, até lá, cerca de um terço dos lugares ofertados seja atendido por veículos elétricos.

Para dar conta dessa frota, Curitiba vai ganhar dois eletropostos públicos para recarga durante o dia, um no Capão Raso e outro no Capão da Imbuia, sob responsabilidade dos vencedores dos dois lotes estruturais.

Outra novidade é a criação de um índice de satisfação do passageiro, que passa a valer como um terceiro pilar de avaliação, ao lado da frota e da operação. Na prática, a opinião de quem usa o ônibus todo dia passa a interferir diretamente na remuneração das empresas concessionárias.

O novo contrato também reforça pontos de transparência, com verificação da cadeia societária das empresas até os beneficiários finais, programas de compliance e auditoria independente ao longo dos 15 anos de concessão.

Outro ponto que fica resguardado para o poder público é a gestão da bilhetagem, que segue sob controle da Prefeitura. A arrecadação das tarifas continua sendo destinada ao Fundo de Urbanização de Curitiba, o FUC, que ajuda a financiar melhorias no próprio sistema de transporte.

Na conta geral, o custo global do contrato soma cerca de R$ 1,25 bilhão por ano, o que dá algo perto de R$ 18,75 bilhões ao longo de todo o período de 15 anos, somando custos operacionais, investimentos e remuneração das concessionárias.

Conclusão

Com as datas do leilão confirmadas, o transporte coletivo de Curitiba entra na reta final de um processo que já se arrasta há meses entre estudos técnicos e decisões judiciais.

Para quem depende do ônibus no dia a dia, vale ficar de olho nos próximos desdobramentos, já que as mudanças prometidas, da integração sem tarifa extra aos ônibus elétricos, têm potencial para melhorar bastante a rotina de quem se desloca pela cidade. A expectativa agora é que o resultado do leilão de 26 de novembro traga mais clareza sobre quando essas novidades começam a valer na prática.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Transporte Coletivo de Curitiba

Quando é o leilão da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba?

O leilão está marcado para 26 de novembro de 2026, às 10h, na sede da B3, em São Paulo. A entrega das propostas acontece antes, no dia 17 de novembro.

Quantos lotes têm a nova licitação do transporte coletivo?

São cinco lotes ao todo: dois estruturais, chamados BRT1 e BRT2, e três regionais, que juntos cobrem toda a cidade de Curitiba.

O que muda na integração dos ônibus para o passageiro?

Com o cartão-transporte da Urbs, passa a valer a integração temporal irrestrita, permitindo trocar de ônibus dentro de um período definido sem passar por terminal e sem pagar uma nova tarifa.

Quantos ônibus elétricos Curitiba vai ganhar?

A previsão é de 250 ônibus elétricos até 2031, com 90 já em operação logo no início dos novos contratos, apoiados por dois eletropostos públicos no Capão Raso e no Capão da Imbuia.

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